EMPREENDEDORAS: Donas de bares de ST revelam receitas de sucesso no pós pandemia


Fotos Blog da Mannu Silva

O circuito de bares e restaurantes de Serra Talhada ainda trava uma severa batalha para se reestabelecer economicamente após o intenso período de pandemia do Covid-19. O Blog da Mannu Silva conversou com três proprietárias de estabelecimentos comerciais que se mantiveram firmes durante 2020, buscando saber quais são suas expectativas para o ano que se inicia. 

O bairro Bom Jesus sempre teve uma organização social própria em que seus moradores se sentem aconchegados a usufruir todos os serviços que os comerciantes de lá oferecem. Esse é o caso da Soparia e Restaurante Novo Sabor da proprietária Ana Paula Ferreira, de 34 anos, natural do Rio Grande do Norte, mas fincou raízes na capital do xaxado ainda aos 5 meses de vida. Lá os clientes encontram sopas deliciosas, panquecas, cuscuz recheado, tapioca e ainda se reúnem para tomar uma cerveja gelada. 

Auxiliada por amigos e filhos, Paula coloca a mão na massa todas as noites na cozinha da soparia e ainda dá conta de um delivery bastante requisitado. Para ela, a venda online foi a principal saída para enfrentar a pandemia com segurança e bons negócios. 

"Moro há 37 anos na mesma rua, na mesma casa aqui no Bom Jesus. Eu trabalhava em casa de família como doméstica. Lavava, passava, cozinhava e fazia faxina. Desde os meus 12 anos eu trabalhei, mas há 5 anos fiquei desempregada e meu marido também, ele quebrou a perna e ficou sem trabalhar. Esse ponto era de um tio dele que não queria mais e estava vendendo. Aproveitamos a oportunidade e estamos aqui até hoje. O que faz mais sucesso é o cuscuz recheado, você precisa provar. Mas também servimos vários tipos de tapiocas, panquecas e sopas. Durante essa pandemia o delivery foi um diferencial, nós já tínhamos alguns clientes pelo Whatsapp,  amigos e conhecidos, mas o aplicativo ajudou e vem ajudando bastante. O movimento caiu muito na pandemia e  também  é por dia, já chegou tempo de ter 15 pedidos no dia, mas outros serem mais devagar. Tenho esperança  que tudo isso vai passar e esse ano será  melhor", declarou a cozinheira de mão cheia. 


Ainda no Bom Jesus, a jovem Adriana Feitosa, 27 anos, é paulista e foi acolhida por pela Capital do Xaxado aos 10 anos, quando mudou-se com sua família, é proprietária de um arrojado e bem frequentado espetinho. Conhecida como Drika do Espetinho, a empresária declarou que durante a pandemia chegou a encarar outros dois empregos para complementar a renda e manter seu negócio de portas abertas.  

"Eu sempre trabalhei de cozinheira, mas após um período de dificuldades me surgiu essa oportunidade do espetinho e estou aqui até hoje. Tenho cinco anos de experiência, três com o meu ex-patrão e dois trabalhando para mim mesma. Eu sempre gostei de atender, ter tempo com as pessoas, de fazer amizade com todo mundo e graças a Deus eu não me arrependo, não. Aqui eu sirvo uma variedade de petiscos, peixe, frango à passarinha, moela, carne de sol, caldinho, baião de dois. Quando eu comecei e o movimento era bom já cheguei a colocar cinco pessoas para trabalhar comigo. Hoje só são duas, eu e outra pessoa. Eu senti que a pandemia apertou quando eu saí do meu estabelecimento para ir trabalhar, já cheguei a trabalhar em dois outros lugares e contratar funcionários para cuidar daqui, só para manter o meu negócio de portas abertas. Tenho esperança sim, que passada essa pandemia, as coisas vão melhorar", afirmou Drika. 

Já na Pracinha Lampião, um dos principais polos de badalação da atualidade na cidade, o Espettu's é um dos mais movimentados bares. Com uma decoração jovial e divertida, Larissa Mayara Vicente, de 26 anos e seu companheiro Antônio da Silva Neto servem drinks personalizados, petiscos e o bom e velho espetinho.


Larissa é natural de Serra Talhada e trabalha há 6 anos como coordenadora do setor imobiliário da prefeitura municipal, mas foi no meio da pandemia que montou com o marido e o pai uma sociedade que vem dando bons frutos e empregando oito pessoas.

"O Espettu's é uma sociedade entre meu marido, que é garçom e barman há 10 anos, meu pai e eu. Nunca foi meu sonho ser dona de bar, mas eu abracei por ele. Assim que abriu para os bares durante a quarentena nós abrimos. Antônio apostou tudo aqui, eu pensei que não teria aprovação. Eu não acreditava no sucesso imediato, pensei que teríamos que conquistar os clientes ao poucos. Mas nos surpreendemos com o sucesso desde o começo. Eu não sou simpática, fico no administrativo da empresa, mas Antônio garante o nosso diferencial, além do atendimento especial a casa cliente, Antônio trabalha com coquetelaria autoral, ele cria os próprios drinks e pensou em um ambiente totalmente familiar, uma petiscaria. Temos drinks sem álcool e pratos de tira gosto especiais". 




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