NEM PRETIM: Serra-talhadense que marcou época no Peladão hoje faz história na UAST
Fotos: Arquivo da família cedidas ao Blog da Mannu
Marcelo Rodrigues da Silva, nascido em 15 de janeiro de 1961. O filho caçula dos seis filhos de Dona Luiza, uma distinta viúva que fez de um tudo para criar os seis filhos, três homens e três mulheres. Maria das Dores, Fernando, Alda, Márcio, Maria das Graças e Marcelo.
Quando molecote fez tudo e mais um pouco para ajudar a mãe, todos os serviços disponíveis para crianças espertas e precisadas de ajudar a família com um troco, Nem se dispôs a fazer junto com o irmão Fernando, entregar jornal, leite, pão, engraxar sapato e fazer mandado. As irmãs da mesma forma, costuravam, lavavam e passavam para fora.
Marcelo é mais conhecido em Serra Talhada como Nem Pretim, apelido dos tempos de jogador amador. Há quem diga que jogava como profissional, outros só elogiavam a força do chute, era de furar as redes. É um grande amante dos esportes, ensaiou ser jogador. Depois quase embarca na carreira militar, Dona Luiza não aprovou.
Foi na antiga Cobal que fez carreira e conheceu seu primeiro amor, até hoje guarda amigos e histórias vividas na empresa da era Collor, presidente corrupto que fechou tudo e botou os funcionários para fora sem direito a nada.
Recém casado, com o primeiro filho pequeno e outra encaminhada, montou com a esposa, Geraldina (famosa Gê) uma lanchonete no final dos anos 80. Por anos tirou o sustento da venda de bolos, doces, comidas típicas, bebidas, brebotes e refrescos comuns da época Crush e Cajuína.
Enquanto isso, matava a saudade dos tempos de bola no Peladão. Se reunia com um monte de quarentão para jogar. Já estava com três filhos quando enviuvou, duas pequeninas e um rapazote, Emmanuel, Emmanuelle e Érica. Terminados de criar com a ajuda das tias e avós.
Passava as tardes na lanchonete jogando dominó, vez ou outra tomando uma cervejinha e assim foi levando a vida de forma pacata. Oito anos depois de perder a primeira companheira encontrou um novo amor, a professora Andrea. Desse novo amor nasceu a caçula Carmen, hoje já deve ter seus 13 para 14 anos, a mocinha do pai coruja.
Em meio as mudanças boas da vida, recuperou o emprego federal através de um processo de mais de 20 anos passados. Virou um dos encarregados do almoxarifado da UFRPE. De Marcelo e Nem Pretim, agora é conhecido como Seu Marcelo. Um respeitado e querido funcionário da UAST. Homenageado pelas turmas e com duas de suas filhas formadas professoras pela instituição.
Marcelo Rodrigues é um dos homens mais honrados de Serra Talhada. Um pai carinhoso e compreensivo, um marido dedicado, um filho saudoso e um irmão amado.
Vida longa aos seus 60 anos, meu pai. Não sei de muitas das suas histórias, mas guardarei comigo por toda vida os seus conselhos e ensinamentos. As lembranças de fazer seu bigode com 'gilete bic amarela' e tirar suas chuteiras nas tardes de domingo quando chegava do Peladão.







Que coisa mais Linda Manu, se era pra fazer chorar, vc conseguiu
ResponderExcluirLinda e merecida homenagem 👏👏👏 Parabéns Seu Marcelo🎂
ResponderExcluirÉ verdade e dou fé. Parabéns meu querido irmão e amigo NEM PRETINHO, JESUS te ama e EU também, muitos anos de vida com saúde e muita paz. Amém !!!!!!!!!!!
ResponderExcluirGrande Seu Marcelo. Tive o privilégio de conhecer e conviver com essa figura amiga, gentil e sempre pronta para ajudar. Hoje te desejo tudo de bom nesse mundo e que sejas imensamente feliz. Feliz vida seu Marcelo.
ResponderExcluirEu admiro muito você, Marcelo! Você é muito querido na UAST. Um grande abraço e que o Senhor Jesus te abençoe!
ResponderExcluirQue história linda, tive o prazer de conhecer no tempo da faculdade. Um funcionário extremamente querido, gentil e com sorriso sempre no rosto. Bom ver alguém tão iluminado sendo homenageado assim. Feliz vida Seu Marcelo!
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