MEU CARNAVAL: Comerciários serra-talhadenses relembram com saudade dos dias de folia
Em anos comuns o brasileiro estaria festejando a Terça-feira de Carnaval. No entanto, em 2021 a folia não pode ocorrer devido as medidas sanitárias contra a pandemia do Covid-19. Nesta terça (16) o comércio de Serra Talhada estava em pleno funcionamento, mesmo com poucos consumidores, os lojistas e seus colaboradores compareceram para o dia de expediente.
O Blog da Mannu aproveitou a oportunidade para conversar com alguns trabalhadores e saber quais lembranças traziam consigo da Folia de Momo. Confira os depoimentos empolgados e saudosos da população:
A vendedora de uma loja de sapatos Jéssica Ferraz, 27 anos, que mora no bairro Caxixola, contou de seus carnavais da infância nos palcos de frevo com as orquestras que o pai tocava em Serra Talhada e região. A filha de músico demonstrou afeição pelas festas mais tradicionais e acompanhadas da família.
"Em 2019 fui para Deivinho Novaes em Triunfo, mas sempre curtia Carnaval aqui. Quando era pequena ia mais para Triunfo, meu pai ia tocar lá e eu e minha mãe acompanhávamos ele. A gente ficava no palco escondidinhas. Sou filha de Gil Percussão, da Filarmônica Vilabelense. Hoje em dia não tem mais Carnaval como antigamente, sem liberdade de brincar em paz. Hoje tem mais orgia, drogas e brigas. Não tem mais lugares para você se sentir à vontade. Esse ano sem Carnaval para mim foi tranquilo porque fiquei em casa estudando para fazer concurso", detalhou.
Já Amanda Gomes, 23 anos, moradora do bairro Bom Jesus, vendedora de uma loja de roupas disse que não tinha o hábito de pular Carnaval, até que um bloco da cidade mudou sua história. Em meio a pandemia, a jovem aproveitou o período para curtir sua gravidez.
"A lembrança mais louca que eu tenho do Carnaval foi aqui em Serra Talhada mesmo, no ano que teve um bloco com arrastão da Rua dos Correios até o Tunas Clube. Todo mundo estava muito louco, choveu no dia e eu não saia muito em Carnaval. Foi o meu primeiro bloco e eu gostei muito. Os outros anos fui para Triunfo e foi muito bom com os shows ao vivo, os banhos de bica, todo mundo fantasiado. Bem diferente dos outros lugares. Esse ano sem Carnaval fiquei em casa, aproveitando os efeitos da gravidez, e deitada o tempo todo. Levantei hoje para trabalhar", confessou.
Alana Magalhães, 23 anos, moradora do Centro, agente de registro de uma empresa de consórcios foi a folião mais empolgada e que mais se sentiu impactada pela falta da festa popular. Segundo ela, não pedia um 'bate lata' sequer.
Quando tinha Carnaval eu me divertia muito, é a melhor época do ano. Eu nunca vou perdoar o Covid-19 por ter nos tirado isso. Em 2020 eu não fui, estava no retiro da igreja. Mas no ano anterior, eu nunca vou me esquecer. Descobri que minha amiga gosta de mulheres porque ela me beijou. Estávamos em Afogados, depois fomos para Triunfo. Eu sempre lembro disso quando penso em Carnaval. Para mim esse ano a saudade é grande, dá uma gastura. Estou triste real, fico escutando as marchinhas e imaginando onde estaria a essa hora", desabafou.
O consultor de moda e dançarino Jefferson Alves, 23 anos, relembrou o seu último Carnaval e os shows nacionais que viu nas folias pelo Sertão a fora, aproveitou o período para viajar e conhecer os blocos da região.
"O Carnaval do ano passado eu viajei e aproveitei bastante, Afogados, Salgueiro, Arcoverde, sempre nos blocos. Fui para Léo Santana, Parangolé, Harmonia do Samba. Sempre gostei de Carnaval, o meu primeiro Carnaval foi ainda criança na Cagep com minha família e a gente fazia a festa. Esse ano eu fiquei em casa, sem diversão e tivemos que respeitar a pandemia. Mas senti muita falta da agitação e da folia, da cultura que o Carnaval traz".





Comentários
Postar um comentário