RENNA: Artista e ativista do Sertão canta contra a transfobia em vídeoclipe e série de entrevistas
Fotos: Divulgação / cedidas ao Blog da Mannu
Se, por um lado, o clipe assume o tom de
denúncia da realidade trágica da transfobia em cenas de túmulos, velas e
enterro, por outro, é afirmação da própria potência da vida. Acompanhadas das
também travestis Irla Carrie, Samantha Fox e Vinn Amara, RENNA e Gabi Benedita
se armam e se amam. Ora vestidas para o combate – em figurino que faz referência
direta ao cangaço – ora pisando juntas o barro usado na construção de uma casa
de taipa, a sororidade se expressa numa atmosfera de acolhimento e de construção
de um mundo onde elas possam “envelhecer e cantar a beleza do corpo marcado de
uma travesti”, como diz a letra, composta por Helen Maria.
A paisagem do Sertão
do Moxotó imprime uma estética rural ao clipe, que se soma a alusões fortes do
imaginário da cultura popular pernambucana – como as novenas, as rezadeiras e
benzedeiras, os santos milagreiros e as brincadeiras do Jaraguá e das Veinhas de
Triunfo. A tradição sertaneja, uma das marcas do trabalho de RENNA, no entanto,
não abre mão de uma pegada pop dançante e eletrônica contemporânea, que bebe
desde o funk ao maculelê, passando pelo coco, vogue e forró rabecado.
Entrevistas
Além do videoclipe, que contou com o incentivo da Lei Aldir
Blanc, também faz parte desse projeto a série “O Sonho Dela”. O material
complementar ao lançamento de “Lamento de força travesti” é composto por nove
minientrevistas gravadas com travestis que respondem sobre como se veem e sonham
o futuro. O material também está publicado no perfil de RENNA @costadarenna.
ASSISTA AO VÍDEO







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