AGOSTO LILÁS: Por que falar de Violência Doméstica em Serra Talhada?
Com informações da Agência Câmara de Notícias / Secretaria de Assistência Social, Mulher e Cidadania de Serra Talhada - Foto: Instagram Prefeitura de Serra Talhada
Após 15 anos da implementação da Lei 11.340/2006, a conhecida Lei Maria da Penha, a violência doméstica e familiar ainda é um dos crimes mais comuns no Brasil e precisa ser discutida em larga escala em todos os níveis governamentais.
Segundo dados do Instituto Datafolha, em pesquisa encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública uma em cada quatro mulheres sofreu algum tipo de agressão durante a pandemia, seja ela verbal, sexual ou física. Ao todo, são 17 milhões de mulheres agredidas entre junho de 2020 e maio de 2021, ou 24,4% do total.
Em Serra Talhada, a Secretaria de Assistência Social, Mulher e Cidadania e o Centro de Atendimento Especializado a Mulher (Ceam) afirmam o município registrou oficialmente 500 denúncias de violência doméstica entre janeiro e julho deste ano.
Esses casos sempre estiveram debaixo dos olhos da justiça e da sociedade, e somente com o fortalecimento da Lei, dos equipamentos de proteção e acolhimento das mulheres, e da Campanha do Agosto Lilás que as vítimas se sentiram fortalecidas o suficiente para buscar sua segurança e direitos contra seus agressores, que em geral são seus próprios companheiros ou pessoas de seu convívio.
Estamos em um país, e consequentemente uma cidade, historicamente marcados pela violência. A atuação do estado, da Justiça e dos movimentos sociais, são fundamentais para que as políticas para as mulheres continuem fortes e atuantes.
A denúncia de uma violência é o primeiro passo para mobilizar a sociedade contra um futuro feminicídio. A Lei Maria da Penha e todos os equipamentos e ações que lhe seguiram são referências em todo o mundo sobre a violência de gênero. As mulheres se empoderaram para denunciar.
NÃO SILENCIE!
Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência; Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. Telefone: 180 (disque-denúncia);
O Centro Especializado de Atendimento à
Mulher, Francisca Godoy - CEAM fica na rua Jacinto Alves de
Carvalho, 339, ao lado da Secretaria Municipal de Assistência
Social, Mulher e Cidadania. (87) 99610-5152;
Atendimento presencial: 8h às 14h;
Atendimento Via Whatsapp: 8h às 17h.

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