OPINIÃO: O desespero de viver em um mundo onde as redes sociais não existem mais

Imagina que loucura ter que ir pessoalmente falar com uma pessoa sobre um assunto importante? Realizar uma ligação via operadora? Dar um recado a vizinha gritando pelo muro do quintal. No mundo em que as pessoas de uma mesma casa invariavelmente conversam via WhatsApp, o desaparecimento de todas as redes sociais seria um inferno. A galerinha da geração Z sobreviveria? Pandemia de nomofobia (medo de ficar sem celular).

Ver fotografias em um álbum, mas não no Google Fotos. Aqueles álbuns antigos com arame de ferro, plástico colante, e imagens impressas no papel fotográfico. Seis horas voltando a ser Millenials (lê-se; uma dessas gírias novas da internet para se referir a pessoas nascidas entre 1980 e 1990). Conversar cara a cara com alguém, sem emojis ou figurinhas. Inimaginável. 

Apenas seis horas foram o suficientes para relembrar alumas pessoas que a vida também acontece além das telas de computador e celular. Seria bonito ver pelos bairros da cidade crianças lotando as ruas e brincando juntas do queima, pião, bila, esconde-enconde, futebol ou do pega. Uma zuada danada. As mães e avós sentadas na calçada fingindo que estavam olhando os meninos para falar reunidas da vida alheia.

Claro que para as empresas, empreendedores e profissionais freelancers que trabalham diretamente com as redes sociais é um prejuízo, uma tarde perdida. Que o diga o Zuckerberg com R$ 5,9 bilhões a menos no bolso. Para esses profissionais, lembremo-nos, estamos saindo de um período de praticamente dois anos de reorganização social devido a pandemia do Covid-19. 

Não se desespera, sempre é possível reinventar-se. 

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